domingo, 16 de maio de 2010

SUMILÂNDIA

Sumilândia era o nome
De um lugar sem destino
Uma cidadela longínqua
Parente nem era primo

Foi naquela cidade
Onde tudo começou
Um assassino sanguinário
Aquele homem matou

Depois disso inicio-se
Uma guerra sem precedente
Onde um mata o outro
Mesmo que seja parente

Antonio tinha seis filhos
Quando a vingança travou
Depois de tantas matanças
Nenhum filho sobrou

Passava da meia noite
João estava parado
Ao virar-se para trás
Só viu o fio do machado

Assim quando um matava
O outro queria vingança
Ficar vivo ali
Ninguém já tinha esperança

Havia naquela cidade
Alguns coronéis do sertão
Cidadão comum já morria
Imagine se fosse ladrão

Assassinato era rotinaMesmo indo trabalhar
Ninguém era perdoado
Mesmo que a passear

Essa historia mais parece
Gângster a se matar
Quando um parente nascia
Era preciso cuidar

As mães choravam as mortes
Os Pais juravam o troco
Mal passava uma semana
Já havia no chão mais um corpo

Menino de doze anos
Já tinha coldre à cintura
O revolver era seu pincel
E a morte era pintura

Todos andavam armados
Como no velho oeste
Que não morria por bala
De certo com alguma peste

Se a peste não matasse
Essa gente tão sofrida
Morria de qualquer jeito
Mesmo com bala perdida

Com tanta gente morrendo
Nada rendia dinheiro
O único homem mais rico
Era seu Pedro coveiro

Nessa matança sem trégua
Foi morrendo um a um
Passados mais alguns anos
Não havia sobrado nenhum

Ficou um lugar deserto
No céu só sobrou urubu
As covas que ali ficaram
Viraram ninhos de tatu

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