sábado, 12 de fevereiro de 2011

O CRÁUDIO


O CRÁUDIO

Esses dias estava me lembrando de um episódio muito engraçado e resolvi torna-lo público.

Quando eu e minha esposa escolhemos os nomes de nossos filhos procuramos pesquisar a origem dos mesmos e seu significado, para que, se um dia eles fossem pesquisar teriam boas surpresas.

Antigamente e eu diria que hoje também, muitas pessoas se preocupavam mais com a pronuncia, se o nome escolhido é bonitinho e se esta na moda, do que propriamente seu significado.

Minha mãe achou bonito e assim me batizou de Cláudio.

Depois de adulto resolvi pesquisar a origem de meu nome, e para minha surpresa, de certa forma tem origem “nobre”, pois se originou do Imperador Tibérius Claudius.

Conta a história que Tibérius Claudius era manco, coxo, devido a um acidente quando criança, pois caiu do colo de uma mulher que o segurava.

Em razão disso originou-se o verbo claudicar, que significa andar mancando, assim como o nome próprio Cláudio, que significa manco, coxo.

Pois bem, isso já não me agradava muito, pois não é um significado bonito, tal como Vitório, Elisabete e tantos outros, e como se não bastasse, muita gente me chamava e chama até hoje de “Cráudio”.

Quando alguém me chama assim parece até que dói, pois meu nome é Cláudio e não Cráudio. Uma vez, um conhecido disse que me chamava assim, de Cráudio porque tinha língua presa.
Então sugeri a ele que me chamasse de CA – LAU - DIO e assim foi, com essa divisão ele falava com "L", mas na hora de juntar saia "R". Mais algumas tentativas e pronto, passou a me chamar de "Calaudio" . Sugeri que pronunciasse mais depressa e ele o fez. Assim ele aprendeu a falar Cláudio, com a lingua presa e tudo.

Falava Cláudio, mas continuou falando Praca e Bicicreta. Acho que ele deduziu que a didática só se aplicava ao meu nome.

Um belo dia resolvemos contratar uma empregada doméstica, mas essa também poderia eventualmente atender o telefone e queríamos que falasse corretamente. Como eu seria o contratante tenho o direito de contratar uma pessoa que atenda as minhas necessidades.

Mandei por um anuncio exatamente assim:
Precisa-se de uma empregada doméstica que, dentre outras coisas, saiba atender o telefone e que me chame de Cláudio e não de Cráudio. Salário a combinar.

A Repercussão foi muito além do esperado, confesso eu me diverti muito mesmo.

Muitas pessoas ligavam e diziam, em tom irônico e quase rindo:
- Quero falar com o Cráudio, você é o Cráudio.
- Alô, o Cráudio está?
- Por favor, é da casa do Cráudio?
- Cráudio, você paga bem?

Também ligaram algumas pessoas indignadas e diziam:

- Como o senhor põe um anuncio assim? Nem todas as pessoas tiverem oportunidade de estudar.
- Se você quer uma empregada assim contrate uma poliglota.
Essa é boa, tem gente que acha que pra falar Cláudio precisa ser poliglota.
- Você deveria respeitar as pessoas mais simples.
- Você ofendeu minha mãe, ela não tem estudo.

Um outro ligou e também falou um monte de besteiras e até deu o nome.

Esse último, pelo detecta identifiquei a ligação e tratava-se de uma loja.
Fui até o local e perguntei pela pessoa. Ele veio sem saber do que se tratava.
Ao contrário de chamá-lo pelo nome chamei-o por outro nome, repetidas vezes, e ele me corrigiu até meio irritado.
Então eu disse:
Quer dizer então que você faz questão de ser chamado pelo seu nome de batismo e de registro? Pois é, meu nome é Cláudio e não Cráudio e eu contrato a pessoa que eu quiser, o mínimo que exijo é que me chame pelo nome, é um direito meu, esse é meu nome. E acrescentei mais alguns argumentos, cabendo-lhe apenas um pedido de desculpas.

Com isso, na época, acabei por contratar uma empregada doméstica bilíngüe e que falava Cláudio.

Obviamente que existem pessoas com problemas de dicção e para tratar esse problema existem os fonoaudiólogos, mas tem muita gente, eu diria a maioria, que troca o R pelo L apenas por folclore ou por comodismo e existem pessoas que ainda acham isso bonito, falar errado.

Muito imigrantes orientais fazem o contrario, usam a linguagem do cebolinha: Eu pleciso complar um maço de plegos. Até ai tudo bem, é um problema na adaptação do idioma e não uma pronuncia viciada.

De qualquer forma qualquer pessoa pode me chamar por qualquer nome que desejar, mas sempre cabendo-me o direito de atender ou não. Já me basta o significado e origem do nome: coxo ou manco.

A MULHER, VISTA PELO HOMEM (Alguns).


Eu nunca que iria querer ser uma mulher.
Dá muito trabalho ser mulher.
Claro que tem coisas que os homens passam também, mas mesmo assim ser mulher é muito difícil e complicado.

Nos tempos antigos nenê do sexo feminino não era bem vindo, chegavam até a matar, jogar pela janela. Alguns povos cortavam o clitóris das meninas, mas a rumores que até hoje ainda exista essa pratica.

Mal nasce a menina e já tem que furar a orelha, por fitinhas no cabelo, dentre outros enfeites. Vestidinhos de tudo quanto é jeito. Começa ser paparicada, beliscada e mordida por pais, tios avós e amigos.

Quando já é menina quase moça ai vem e chata da menstruação, que além de causar desconforto, tem que ficar pondo aquele chato do absorvente. Pior ainda, isso vai perturbar por dezenas de anos, causando diversas saias justas e até constrangimentos.

Depois da menstruação começam as visitas ao ginecologista, onde tem que expor a parte mais intima do corpo para um estranho.
Nessa idade já começa rotina do cabeleireiro: Corta o cabelo, faz escova, faz chapinha, hidratação, pinta de louro, pinta de preto, pinta de ruivo, e torna a fazer tudo de novo.

Como se isso não bastasse ainda tem que correr da chuva e do vapor do chuveiro pra não estragar a tal chapinha.
Na hora do banho pra não perder a escova (chapinha) tem que por aquelas toucas na cabeça, que mesmo as mais coloridas e estampadas são sempre horríveis.

Arranca os pelinhos da sobrancelha, depila a florzinha, passa 200 cremes, batom, rímel, sombra, esmalte, e mais uma tonelada de produtos com o objetivo de ficar mais linda, mais jovem e não envelhecer.

Tem que se preocupar com a virgindade, e pra não engravidar sem casar.
Depois que casa, ou até antes, fica barriguda, gerando o filho que ficará ali nove meses, carregando pra cima e pra baixo e convivendo com as diversas alterações do corpo; aumento do peso, cara de bolacha, pés e pernas inchados, roupa que não serve mais, hipertensão e por ai vai. Sem falar nos maridos impacientes que querem ter relação até um dia antes do nenê nascer.

A criança nasce e dependendo do fator de elasticidade e do tamanho da criança, a florzinha da mamãe fica um pouquinho mais dilatadinha. A barriga as vezes demora a voltar ao normal, principalmente com as outras gestações que virão. Os seios ficam grandes, algumas vezes doem, o nenê já com dentinhos morde e dói mais ainda. Depois nem sempre os seios ficam iguaizinhos como antes.

Ai tem que cuidar das crianças. A não ser as mais abençoadas que podem pagar uma babá.

Já com os filhos criados alguns maridos já começam se interessar pela galinha do vizinho, que é mais gorda e da uma bela galinhada ou canja.

Não se pode esquecer das mamografias que tem que fazer desde cedo, que apertam os seios, causando desconforto.

A vaidade sempre cobrando e com isso, tendo condição financeira, já aparece a idéia de por silicone nos seios, retirar a gordura da barriga fazendo algumas lipos.

Aparecem os pneus, estrias, gordurinhas localizadas e da-lhes academia.Como se tudo isso não bastasse ainda pode aparecer um caroço, que trás como ele a preocupação do maligno ou benígno.
Na dúvida lá vai ela pra mesa de cirurgia pra retirar o tal carocinho.
Ufa, retirou era benigno.
Acabou?
Claro que não.

Aparece agora um mioma no útero ou uma inflamação no ovário.Novamente vai para a mesa de cirurgia, sem falar nas outras vezes que foi devido a uma cesariana.

Trata o problema do ovário, ou arranca ele fora, mas as vezes tem que retirar o útero, que não é uma cirurgia simples.

Sem falar que nas entrelinhas da vida tem que fazer almoço, janta, lavar a louça e guardar, lavar a roupa, passar e guardar, isso tudo diariamente.

Quando menos se espera vem a tal da menopausa com sintomas como ondas de calor, mau humor, queda hormonal, irritabilidade, inicio de algumas alterações físicas.

Tem mais...

Depois de passar por tudo isso, já na terceira idade ai chega os riscos da osteoporose, osteoartrite, dentre outras ostequalquercoisa.
Vai e trata com remédio ou então opera aqui e ali pra retirar a dor ou remover as saliências dos ossos, raspar ou até por próteses.
Os ossos podem ficar porosos e podem quebrar com facilidade.

Ufa!

Mas há uma compensação, algumas acham um marido como eu. (Risos)


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O FRESCO

O FRESCO

Não gosto de restaurante que põe um plástico em cima da toalha.
Não gosto de tomar cerveja, wisky, vinho e chope em copo descartável.
Não gosto que digam que vinho tinto doce é vinho bom.
Não gosto de comer lanches de trailer, na calçada, rua ou praça, onde as mesas plásticas não têm toalha e as cadeiras são as piores possíveis.
Não gosto, alias detesto, ir a restaurantes que é necessário enfrentar fila para entrar.
Não gosto de tomar vinho se não for em taça.
Não gosto de comer em pratos de plástico.
Não gosto de tomar cerveja em como de requeijão, com aqueles desenhos estampados.
Não gosto tomar café em copo.
Não gosto de restaurante onde tudo gruda: açucareiro, frasco de vinagre, frasco de azeite e saleiro.
Não gosto de quem empilha a louça com a pia cheia de água misturando pratos e panelas engorduradas com copos quase limpos.
Não gosto muito de conversar com quem só sabe falar de futebol.
Não gosto de ficar perto de quem emana cheiro muito forte de cigarro.
Não gosto de cumprimento de mão onde não se peque firme e aperte a mão
Não gosto de meio abraço, nem de beijo que não encosta.
Não gosto muito de conversar com quem não olha nos olhos ou desvia a todo tempo o olhar.
Não gosto de quem tem vergonha de falar “com licença” antes de empurrar.
Não gosto que chame de suco os refrescos artificiais.
Não gosto que diga que estou mais magro.
Não gosto de quem mente.
Não gosto de jiló.
Não gosto de pés femininos sujos e sem esmalte colorido ou incolor.
Não gosto de quem liga e pergunta: “Quem ta falando”.
Não gosto que ligue no meu celular e desligue esperando que eu retorne.
Não gosto de motéis onde algo não funcione direito: o ar condicionado, a hidro, ou FM musical, ou alguma luz.
Não gosto que assoe o nariz na rua, sem lenço nem papel.
Não gosto que cuspa na rua.
Não gosto de galo e cachorro que faça barulho quando estou dormindo.
Não gosto dos irmãos que tocam campainha cedinho no sábado pra falar de religião.
Não gosto de alguns, mas amo a todos.

UMA MENINA DE MAIS DE 40

UMA MENINA DE MAIS DE 40
(Texto erótico -Não leia se tiver menos de 18 anos)

Você é linda!
Apesar de seus mais de 40 anos, quando estou com você me sinto um pedófilo.
Seus cabelos, naturalmente encaracolados, brilham como ouro velho.
Seus cachos se misturam aos meus lábios e sinto o doce aroma de sua beleza.
Seus olhos grandes, castanhos vividos e vívidos, têm brilho de olhinhos jovens.
Seu narizinho, que lindo, pouca coisa arrebitadinho, pequenino e delicado, com de uma garotinha.
Sua orelhinha, tão pequenina que parece estar ainda em faze de crescimento.
Sua boca é tão delicada e linda que parece ter pouco mais de 15 anos.
Seus seios são duas peras, macias, delicadas, como de uma adolescente.
Sua aréola serve como um lindo fundo que realça seu biquinho de quase um centímetro, parecendo que está na puberdade.
Sua barriguinha com esse lindo umbiguinho, ao deitar nela tenho a sensação de estar pecando.
Sua bundinha moreninha com aquela minúscula calcinha branca, trasmite uma pureza transvestida de desejo.
Sua xoxotinha tão delicada, quase que totalmente depilada, restando apenas um filetezinho de pelinhos novos e castanhos, parece virgem.
O clitóris tão discreto e escondido entre os lábios, mas quando acariciado, beijado e sugado desabrocha como uma linda flor menina.
É uma mulher num corpo de mocinha, que encanta meus olhos e renova nosso amor a cada dia.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

UMA VEZ ...

Uma vez....

... Eu ia caminhando pela rua e tropecei em algo, dei mais um chutinho para tentar identificar o que era. Não consegui. Abaixei para pegar aquele objeto estranho. De repente... Plec, ou será Crac, a coluna travou. Nem pra cima nem pra baixo, tinha que ficar naquela posição, no meio da rua. Mal dava para olhar quem vinha ou ia, pois estava praticamente em forma de L virado.
Alguém para e pergunta: - O senhor está com algum problema?
A voz não sai. Resolvo sinalizar com o braço, percebo que ele não quer me obedecer direito.

O sujeito abaixa, olha pra mim e diz: - É alguma pegadinha? E vai embora.

Está começando a pingar, chover mais forte, muito mais forte, ninguém na rua.
Um carro passa numa poça de água suja e me dá um banho. O caldo sujo escorre pela testa e um gosto amargo chega aos lábios.

Começa parar a chuva, um cachorro se aproxima, esfrega as patas para trás, levanta uma pata e urina na minha perna.

A rua continua deserta, ao menos não vejo ninguém no chão.

Sinto algo na bunda. Alguém enfia a mão no meu bolso e tira a carteira. Consigo ver de rabo de olho que o sujeito esta andando e a abrindo minha carteira.

Começo a ficar nervoso, muito nervoso, sinto cólicas fortes. Pressinto que algo terrível vai acontecer. O pior acontece, não consigo me segurar. Sinto algo escorrer pela perna.

Passa alguns minutos e um cheiro horrível se instala ao meu redor.
Estou suando e pingando. Ouço uns zumbidos, moscas estão rodeando e pousam em meu rosto, pousam no chão onde se encontra uma mistura de água de chuva, lama, urina de cão e dejetos humanos líquidos.

Acho que não há mais nada pior pra acontecer. Fico mais uma hora parado e o cheiro e as moscas tomando conta de tudo.

Ouço passadas rápidas. Vejo dois vultos correndo, um grita: - Pega ladrão!
Subitamente um desses vultos esbarra em mim. Caio como uma estátua em posição inclinada. Meu chapéu amortece a batida e fico com um V invertido.
Por incrível que pareça não tombei nem para a direita nem para a esquerda.

Já passou mais uma hora, estou imóvel. Sinto vontade de urinar. Tento segurar, mas não consigo. Devido a posição parte da urina desce pelas pernas e parte vem em direção à barrida, peito, pescoço e queixo. Sinto o cheiro e o calor da urina escorrendo até o queixo e pingando no chão.

Acho que mais nada de ruim pode acontecer.

Passa mais uma hora e meia, sei disso porque o relógio pendurado na cintura está com o mostrador virado de forma que consigo ver as horas.
Já está escurecendo, se aproxima um carro com uma luz vermelha piscando, creio que seja a polícia ou uma ambulância, mas não para.
Acho que nem me viu porque estou de roupa escura e há um poste e uma lixeira perto.

Estou com fome creio que seja mais de dez horas da noite. Sinto a cabeça quente, acho que esta chegando muito sangue nela, devido estar pra baixo. Consigo até ouvir o sangue pulsar na face fedida.

Outro cachorro se aproxima. Não, não é um cachorro é uma cadela no cio. Resolvem parar bem na minha frente e um punhado de cachorros se aproximam. Brigam latem e o mais valente sobe na cachorra. Ficam por 15 minutos fazendo sexo explicito na minha frente.
Esbarram em mim, perco o equilíbrio e tombo de lado. Assustado o cachorro machão morde meu pé. Não dói muito porque estou de sapato.

Agora de lado como um V tombado já consigo ver mais longe. Vejo um par de farol se aproximar. Penso: - Acho que agora podem me ver.
O carro passa e não me vê ou finge que não.
Aproxima-se apenas um farol, deve ser uma moto ou um carro com farol queimado. Pelo barulho é moto. Está se aproximando, está bem perto, acho que vai parar. Subitamente escorrega é passa em cima de mim.

Acho que estou vivo, só que agora estou olhando pra cima, vejo as estrelas. Minha cabeça torceu um pouco e estou em forma de V tombado, mas com uma ponta torta, que é a cabeça.
O sujeito olha pra trás, levanta a moto e vai embora, acho que tem medo de chegar perto.

Começa a chover de novo, e bem forte. Agora posso tomar água dá chuva. Nossa, nunca imaginei que poderia amar tanto a chuva.
O gosto inicial é uma mistura de suor, urina e água. Tento cuspir, mas sobe e volta a cair na testa.
Agora só sinto o gosto da água da chuva. Chove muito, tenho que ficar soprando pelo nariz pra água não entrar por ali.
Estou muito desconfortável e dói meu pescoço. Continuo imóvel, consigo mexer o nariz e a boca, mas a voz ainda não sai.
Diminui a chuva. Ouço um barulho de caminhão, pela visão periférica vejo que é um caminhão de lixo. Os lixeiros correm na frente pegando lixo.
O caminhão está mais perto, mais perto. Vejo um pneu enorme e preto.

Não estou vendo mais nada, nem sentindo nada. Um silêncio absoluto, nem mesmo os sons barulhentos do silêncio eu ouço.
- Será que dormi?

Sinto que estou flutuando e navegando. Primeiro lentamente, logo depois como jato em alta velocidade. Tenho a sensação que sou algo controlado a distancia, como um brinquedo com controle remoto.

Repentinamente paro, sinto-me como que suspenso no ar. Não, não é isso, sinto algo mole, acho que estou boiando na água.
A água se foi, não me sinto mais suspenso.

- Ai que apertado ! Alguém está me puxando.

Renasci.



ANDAR PELADO

Ficar andando sem roupa,
Também falam que é caduquice,
Cada um acha algo,
Chamam até sem-vergonhice.

Pela casa ou no quintal,
Dizem que é exibicionismo,
Outros mudam o nome,
E chamam de naturismo.

Desprovido de roupa,
Já falam emsafadeza,
Depende de quem é,
Pode até ter beleza.

A cultura é falsa,
E cheia de hipocrisia,
Atentado ao pudor,
Ou até mesmo baixaria.

Um homem não é roupa,
Que o torna mais bonito,
E agora o próprio corpo,
Acha muito esquisito.

Inventaram um padrão,
De beleza corporal,
Mulher jovem com curvas,
Acham fenomenal.

Sei lá que vão inventar,
Pois lá no oriente,
Mostrar mais que o rosto,
Já se torna indecente.

Índio anda pelado,
Todo mundo acha normal,
Se fosse num grande centro,
Não seria natural.

Com esse baita calor,
Homens trabalham de terno,
Cozinham dentro da roupa,
Como se estivessem no inferno.

Julga-se pela roupa,
Antes mesmo do ser,
O mundo não tem mais jeito,
Temos que renascer.

SEI LÁ

Acho que “sei lá” é auto-explicativo, auto-suficiente, único, subjetivo e insubstituível.
Estive pensando no quanto a expressão “sei lá” é importante.
Ela cabe em qualquer lugar e até nos tira de sais justas e nos deixa mais a vontade.

- O que você acha do uso liberado de maconha?
- Sei lá! Acho que é legal!

A mulher perua põe uma roupa pra lá de ridícula, e pede a opinião do marido, que por sua vez não quer se comprometer.
- Acho que está bom, sei lá.

O carinha questiona o outro carinha:
- Puts cara, será que não pegou mal eu fazer aquilo:
- Sei lá, acho que não.


O amigo indaga sobre ter dado um soco no sujeito que apenas olhou a mulher dele na rua, só olhou.
- Sei lá se isso é certo.

Uma amiga adolescente chega pra outra:
- Ele não é um gato ?
- É sim, sei lá.

Sei lá se alguém vai gostar disso.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

MInhas frases de hoje.

Sabedoria é pensar e não falar, fazer e não contar, ouvir e calar.

Liberdade é pensar que pode tudo.

Amar, as vezes, é ser falso.

Irreverência é ser verdadeiro, com humor.

Felicidade é nada doer, nada faltar e sobrar alegria.

Gostar é amar e não ter coragem de dizer.

Sacanagem é fazer o que todos gostam, mas o que ninguém admite.

Popozuda da Mídia ...


Leia muito, pois um dia a bunda cai.